quarta-feira, 28 de outubro de 2015

Caçar na Natureza



Jesus usava a Natureza para as suas ilustrações. Divida a classe em três ou quatro grupos. A cada grupo deve ser dada uma lista idêntica de artigos que devem ser encontrados. Ninguém pode sair da área designada.
Sugestões: sementes, trevo, haste de grama, folha de árvore, penas de aves, varinhas, pedaços de papel. Especifique um limite de tempo de mais ou menos 3 a 5 minutos. O grupo que conseguir mais itens é o vencedor.



http://portalsementinhakids.com/quebra-gelo-e-brincadeiras/quebragelos-e-brincadeiras-1-celulas-e-gincanas/

MARCHA DOS CHAPÉUS



Os participantes formam um círculo e marcham ao compasso da música, um atrás do outro como os chapéus postos, menos um. Os chapéus devem ser passados ao companheiro que marcha na frente. Quando a música cessa repentinamente, um ficará sem chapéu e este deve sair do círculo, levando um chapéu. O último que consiga manter seu chapéu será o vencedor. Pode-se fazer a brincadeira com um só chapéu no círculo. O participante que ficar com o chapéu na cabeça ao cessar a música, sairá do círculo.

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sexta-feira, 16 de outubro de 2015

DIA DOS PAIS- HISTÓRIA " MEU PAI ROBO",





Sugestão de história compartilhada no blog do DEPIN - (IEADERN)- nossa igreja matriz

HISTÓRIA PARA O DIA DOS PAIS

MEU PAI ROBÔ

A ideia desta história foi tirada de www.teatrocristao.net. Adaptada e desenhada pela Pastora Gabriela Pache de Fiúza. Dedico esta história a Carlos Eduardo Pache, meu pai amado e ao meu marido Joel Fiúza, um excelente pai!
FIGURA 1

O professor que não teve pai, projetou durante anos um pai para ele, criando o pai robô.
Nossa! Estou ansiosa para ver o pai robô do professor.
Eu também, ele falou tanto desde o início do ano que não vejo a hora.
 Bom dia crianças!!! – Disse o professor
Bom dia professor!!
Chegou o grande dia, hoje vocês conhecerão uma pessoa muito especial…tcham, tcham, tcham, tcham….aí está, o melhor pai do mundo, o meu papai, e ele pode tudo. –disse entusiasmado o professor.
Oh!!! -disseram as crianças assombradas.
E o que ele sabe fazer professor?
Ele tem uma programação que permite muitas coisas, ele assiste TV comigo, me ajuda a lavar a louça, vejam que maravilha, tenho um pai que estará sempre comigo aonde eu for. Muito bem, vocês que tem um pai me digam o que ele deve fazer?


FIGURA 2

Os alunos levantavam a mão gritando: Eu, eu, eu ….
Você Daniel o que gostaria de vê-lo fazer? –Perguntou o professor com ar de orgulho
Ele deve ajudar a arrumar a casa, tirar o pó por exemplo.
Ok! Ok! Vamos lá. O professor programa o robô e o robô tira o pó da sala e as crianças vibram!

FIGURA 3

Viram? O que mais, o que mais? Pode falar Ester!
Ele tem que ser bom e dar abraços. –Respondeu Ester
Venha cá Ester! -disse o professor- Vamos lá…( programa o robô ) …prontinho.
O robô dá um abraço muito apertado e desengonçado em Ester.
 ai..ai..ele tá me apertando!
O professor a ajuda.
Mais alguns ajustes e este abraço ficará bom. –disse o professor

FIGURA 4

E o que mais ele tem que saber fazer? -desafia o professor
Ele tem que ser engraçado, meu pai é engraçado… -disse Bia
O professor programa o robô e o robô faz malabarismo e palhaçadas e as crianças riem”.
É melhorou, está começando a se parecer com um pai. -dizem os alunos empolgados.

FUGURA 5

Viram como ele é perfeito? Nunca mais ficarei sem a companhia de um pai! Ele pode tudo. O que mais? O que mais? –falava o professor desafiando os alunos.
Deve ajudar com os deveres da escola. –disse João
Deve comprar muitos presentes… –disse Melisa
Deve saber contar divertidas histórias… –disse Rafael
E deve gostar de rir, ele deve ser sempre alegre … –disse Sofia.
O professor corre e programa o robô que cumpre todas as tarefas à perfeição.

Figura 6

Algum outro desafio? Pergunta audacioso o professor.
Um bom pai tem que saber orar -disse Cíntia desde o fundo da sala com voz firme.
Orar ? –pergunta o professor intrigado.
Sim, ele deve saber orar! Orar é falar com Deus, nosso Pai maior, ele pode todas as coisas. É importante um pai saber orar. Sabe professor? Quando a minha mãe ficou grávida, no ultra-som dos primeiros meses aparecia o feto com serias malformações ósseas. Os médicos disseram que eu nasceria deforme e que nem mesmo caminharia. Mas meu pai, cheio de fé, começou a orar e jejuar e a declarar a minha cura. Ele colocava a mão na barriga da minha mãe e orava todos os dias, ele nem mesmo quis fazer outros exames, ele creu de todo coração que Deus tinha me curado. E no dia do nascimento todos ficaram chocados, eu nasci perfeita, EU SOU PERFEITA. Todos ficaram espantados menos o meu pai, porque ele sabia que Deus já o tinha ouvido. Meu pai ora pelo emprego, pela nossa saúde, pelas finanças, pela família, ele ora por todas as necessidades! Sem dúvidas professor, o que um pai tem que saber fazer para ter uma família abençoada é orar, como o meu papai!
O professor estava visivelmente abalado, toda a sala estava de olhos marejados e alguns até lacrimejavam. O professor rompeu o silencio dizendo:
Meu pai robô não foi programado para orar, e acho que nem se o programasse conseguiria, porque ele nunca poderá ter o amor nem a fé de um verdadeiro pai!
A campainha tocou e as crianças desinteressadas pelo robô que não poderia orar foram saindo e comentando.
Vamos pedir pro nosso papai ir à igreja da Cíntia, queremos que eles também orem como o papai dela!

Figura 7

O professor e Cíntia ficaram na sala do lado do robô se olhando
O senhor está decepcionado professor ?
É que finalmente eu achei que ia ter um pai…-disse com tristeza.
Mas professor, você pode ter um pai, Deus pode ser o seu Pai.
Mas como isso é possível? Eu já sou grande e sou muito atrapalhado, Deus não vai querer ser o meu pai?
Deus o ama e aceita o senhor, do jeito que o senhor é. Vamos até o meu pai que ele vai lhe mostrar o caminho até o pai maior.
Então vamos agora mesmo , quero conhecer este pai que realmente pode tudo.
O professor cobre o robô e vai com Cíntia.
Depois de ouvir o pai de Cíntia, o professor quis receber Jesus no seu coração e de joelhos por primeira vez na sua vida sentiu os braços do amoroso Pai Deus o envolver. Agora, o professor tinha achado o que tanto buscava, UM PAI AMORSO.
Cíntia piscou para o pai em cumplicidade. Porque o que o professor não sabia era que Cíntia e o seu pai viam orando pelo professor desde o começo do ano!
Cíntia estava muito orgulhosa do seu papai, um homem de oração e fé.

sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

O melhor sou eu

As plantas viviam sem entender, era uma confusão quando se encontravam porque cada uma queria ser melhor que a outra. Às vezes algumas ficavam tristes porque não queriam ofender a companheira, eram educadas, mas enquanto isso, havia algumas que não se importavam muito de falar e o colega ficar triste. Existem pessoas assim também vocês já viram? Como é ruim quando as pessoas ficam tristes por nossa causa. Devemos evitar fazer isso. E naquele lugar tinha muita fruta mas...

Um dia uma linda árvore de longos galhos, cheia de flores coloridas, sua sombra abrigava os animais em seus galhos pousavam lindos pássaros e na época certa ela produzia frutas que os pássaros comiam. Assim, a sua utilidade era enorme, e ela se sentia feliz por isso. Um dia algumas daquelas frutas estavam conversando debaixo da grande Árvore, cada uma querendo mostrar melhor seu trabalho, quando a grande e frondosa Árvore disse: “Aqui quem tem que dizer que é melhor sou eu! Eu que faço sombra, oxigênio, tenho longos galhos, sou eu que faço com que nas casas de ricos e pobres tenham portas, moveis, e tudo que é feito da madeira. Acho que sem mim tudo fica mais difícil.”

A Maçã, linda , elegante e vermelha, que já aguardava sua vez, se colocou de pé e disse: "Nada disso a melhor aqui sou eu, ou vocês acham que eu seria boba de ficar calada? Pois sou eu que ajudo cuidar dos dentinhos das crianças sou a fruta que faz com as pessoas fiquem bonitas, e vivam muitos anos com a pele bem limpinha. Eu sou a melhor não tem conversa!"... A Flor, que também não agüentava mais esperar para falar, ficou em pé e disse: "Pois eu não posso me calar, vocês já perceberam que eu estou em todos os lugares? Nos palácios, nos casebres, nas escolas, nas Igrejas, nos parques onde as crianças gostam de brincar, em todos os jardins, e até nos cemitérios. Não interessa o nome, seja qual for, a Flor é a mais linda de toda vegetação. Sem contar que algumas servem para remédio, isso que é coisa boa!" Mas, quando ninguém esperava, o Moranguinho, por ele ser muito tímido, quase não falava, só ficava na dele. É ai que ele também se colocou em pé e disse: "Mas quem são vocês para dizerem que são os melhoreeees! Pois fiquem sabendo que o melhor aqui sou eu. Olha, eu estou nas festinhas de aniversário, nas feiras livres, nos grandes supermercados, nas casas das pessoas bondosas, e eles me pegam com tanto carinho que me colocam dentro de uma caixinha pra eu não sair rolando que nem uma bola. Ah! E tem outra coisa legal: estou nas pinturas dos lindos panos de cozinha trazendo um agradável ambiente. Que tal, não sou lindo e gostoso?".

Enquanto isso a Laranja e o Limão esperavam ansiosos e disseram: "E nós que somos as frutas que temos vitamina C quando as crianças, e os idosos tomam o nosso suco eles ficam mais tempo sem griparem, ficam mais sadios, o cabelo fica melhor e eles não ficam doentes isso não é tão bom? Sem contar que quanto mais gordinhos nós estivermos, mais lindos estamos. E a nossa cor, como somos lindos, por favor aqui ninguém nunca será melhor que nós!" Naquele exato momento foi entrando aquele que se diz ser o Rei das frutas sabe quem é? O Abacaxi. Isso mesmo, O Abacaxi! Ele diz que é o Rei porque já nasce com uma coroa na cabeça. O Abacaxi foi logo dizendo: "O melhor e mais bonito aqui sou eeeeeu! Olhem todos para mim, vejam que eu sou o Rei olhem para minha coroa? E tem mais, sou gostoso, por onde eu passo deixo o meu cheiro, delicioso, sou usado nas confeitarias para fazer gostosas tortas e bolos, nem adianta, o melhor sou eu mesmo. Sem contar que quem toma suco de Abacaxi faz muito xixi, isso significa que eu também sou remédio, e as pessoas que gostam de mim não ficarão doentes, já pararam pra pensar em tudo isso?" Mas, de um lado estava a Uva tão singela, que nem parecia que ia dizer nada. Quando de repente ela disse: "Bem, eu não queria dizer nada, mas, também tenho que falar. Sendo eu a menor no meio de vocês acho que perdi as esperanças de ser a melhor, também não quero ser a melhor. Mas sei que de mim é feito o vinho para ser usado nas Igrejas no dia da Santa Ceia. As pessoas tomam o vinho do suco de Uva, lembrando da morte e do Sangue de Jesus que limpa o coração das pessoas de todo pecado. Naquele dia eles fazem uma festa na Igreja, cantam e louvam ao Deus Criador. Só eu fui escolhida para esta finalidade. Não gosto de me exibir e dizer que sou mais bonita, ou mais gostosa, mas uma coisa eu sei que tenho um grande valor para Deus. Ele me quer assim e assim serei para sempre".

A Árvore que ouvia tudo atentamente falou outra vez: "Ei, ei... quero dizer que melhor do que nós está o homem que cuida da terra ele mexe a terra para ela ficar fofinha tira os galhos secos das árvores pra ficar com mais vida, rega os canteiros das flores das verduras e das frutas. Mais ainda maior que o homem, é Deus o Criador que em seis dias fez o nosso planeta, e colocou o grande Sol para iluminá-lo durante o dia, a Lua e as Estrelas para iluminar as noites escuras". "Que lindo!!!" Exclamou a Flor. "Agora entendi porque sou bonita e todos gostam de mim. Porque Deus me fez. Ah! Como gostaria de saber mais sobre a Criação de Deus". Naquela hora todos passaram a entender que cada um, Deus criou com uma finalidade, e que ninguém é melhor que o outro.

Assim vamos cuidar do nosso planeta evitando jogar lixo nos rios, nos lagos, nas ruas. Cuidar bem das plantas para salvar o nosso planeta. E Deus vai abençoar você em cuidar do que Ele fez.

(Cante no final da historia alguma música relacionada à Criação do mundo. Ensine o Versículo: No principio criou Deus os Céus e a terra. Gênesis 1. 1)


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Por causa de um beijo


A rua estava cheia de gente. Mas é claro! Uma mulher estava sendo arrastada pelos guardas e policiais e todos queriam ver o espetáculo. Era uma velhinha maltrapilha, isto é, esfarrapada, pobre, suja e descabelada. Os guardas queriam prende-la, mas ela berrava demais:

- Me larga! Saia daqui! Não vou outra vez para cadeia! Não gosto de lá!

Esperneava e dizia grandes palavrões, os mais baixos e feios. Pobre velhinha! Era puxada com tanta força! Estava toda machucada! Mas o povo gritava sem dó nenhuma: "Prende mesmo. Ela só dá trabalho. Bate na crianças, rouba coisas, desmancha o lixo da gente esparramando tudo no chão". Enquanto o povo berrava, passou por ali uma mocinha de coração muito bom. Ela era muito amiga de Jesus. Viu tudo aquilo, homens e mulheres falando mal da velhinha e pensou em fazer qualquer coisa que pudesse ajudar a pobrezinha. Mas o que?

Pensou: Poderia cantar uma música... Acho que não dá! Ninguém iria ouvir... E se eu falasse alguma coisa para ela? Mas os policiais não iam deixar e talvez também a velhinha não entenderia. O que vocês fariam? Têm alguma idéia? Não?

Pois Catarina, a mocinha bondosa, teve uma, e bem grande. Saiu correndo, e abriu caminho entre as pessoas e conseguiu, muita dificuldade, chegar até a velhinha. Os guardas ficaram assustados vendo uma moça tão linda, naquele lugar. Eles até deixaram de apertar com tanta força os braços da velhinha. Catarina, cheia de amor, no meio de tanta gente com ódio, conseguiu chegar até a pobrizinha. Então, pegou carinhosamente o rosto dela, e lhe deu um beijo. Que idéia não?
Pois foi só isso que Catarina pôde fazer e já sendo empurrada pela multidão furiosa, mas ouviu a voz da velhinha gritando:

- Quem me beijou? Quem me beijou?

E a velhinha gritava e chorava até que conseguiram colocá-la na prisão. Tudo foi ficando calmo, as pessoas foram saindo e comentando. O grande portão da cadeia, rangendo se fechou. Lá ficou a velhinha tão só, tão odiada por todos, mas por incrível que pareça, era querida por Catarina. Ela nunca havia visto aquela velhinha, mas o amor de Jesus que estava em seu coração, foi derramado para velhinha . Escureceu. Silêncio na cidade. Todos dormiam, menos a pobrizinha e a Catarina. Uma pensava na outra. A velhinha dizia:

- É tão estranho! Todos me odeiam, mas alguém me beijou. Quem será?

E Catarina:


-Vai ver a velhinha está machucada, com fome, com frio, sem ninguém.

Amanheceu o dia. Que vontade a Catarina teve de ir ao presídio, de tornar a ver a velhinha tão infeliz. Não conseguiu. Só pôde ir lá no dia seguinte.

...E no grande portão da cadeia:

- Eu gostaria de visitar uma senhora bem idosa, que foi presa anteontem. Será possível?

- Como se chama esta mulher?

-Não sei, disse Catarina.

-Então é impossivel. Você não sabe nem o nome dela. Não posso levar você a percorrer todo o presídio, procurando sua velhinha em todas as celas. Pode ir andando.

Catarina abaixou a cabeça triste, querendo chorar, seus olhos ternos e cheios de lágrimas mexeram com o coração do guarda. Ele pensou um pouco e perguntou:

- Será que você procura uma velha que entrou aqui berrando anteontem?

Cheia de esperança Catarina respondeu:

- Deve ser esta mesma.

-Então desista, mocinha, porque esta de quem eu estou falando está completamente louca. Durante toda noite e o dia também, ela não disse outra coisa a não ser: "Quem me beijou, quem me beijou"?

Catarina sorriu. Aquele beijo de amor mexeu no coração daquela mulher tão infeliz.

- O senhor poderia me levar até lá?

- O que? Mesmo eu contando tudo isso? Não tem medo?

- Não tenho, não. Pode ficar tranquilo. Há alguém que o senhor não vê que está cuidando de mim.

Quando o guarda abriu a porta da cela onde a pobrezinha estava, Catarina se assustou. Ela parecia estar louca mesmo! Estava assentada na cama, olhos parados, voz rouca, dizendo sem parar: "Quem me beijou? Quem me beijou"?

Catarina fez um sinal para o guarda. Ele fechou a porta da cela e ela ficou lá sozinha com a velhinha. Não fez ruido nenhum... Sentou-se a cama dela. Pediu a Deus que a ajudasse. Colocou levemente o braço em volta do pescoço dela. A velhinha olhou assustada e perguntou:

- Você sabe quem me beijou?

- Sei, sim. Eu bem sei.

A velhinha arregalou os olhos:

- É verdade? Quem foi?

- Fui eu, fui eu.

- Pra que?

A velhinha começou a chorar sem parar e, entre soluços falou:

- Minha mãe morreu quando eu tinha apenas quatro anos de idade.
Ela me beijou pela última vez. Desde então, fiquei sozinha. A primeira noite fiquei com medo de dormir na rua. Tudo me assustava. Havia cachorros e quando, num cantinho eu dormia, eles vinham e eu acordava. Não tinha nada para comer. Comecei a roubar. A fome era muito grande e o frio também. Hoje fiquei assim: desprezada, suja e sem vontade de prestar.

Olhou para longe, pensando em alguma coisa muito diferente e perguntou:

- Porque você veio me ver? Porque me beijou?

Houve silêncio.

- Porque eu amo a senhora com amor de de Jesus. Ele morreu numa cruz por sua causa.Apesar de todos os erros Jesus ama a senhora e perdoa.

Jesus entrou no coração da velhinha e ela se tornou a mais linda e simpática da cadeia. Deixou saudades quando saiu de lá. Não precisava dizer mais palavrão nem gritar. Nunca mais morou na rua, nunca mais ficou sozinha porque alguém cheia de amor a beijou.

Amiguinho, você já cantou uma canção de amor para alguém? Você ama a vovó? É bonzinho pra ela? Experimente dar um carinho para a pessoa idosa, ela vai ficar muito feliz e Jesus mais ainda.

Que Deus o abençõe.


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Estou pronto agora



O Capitão de um navio que ia zarpar, dirigia-se de manhã para o porto. Fazia um frio terrível. Diante da vitrine de um restaurante, viu um menino mal vestido; pôs a mão docemente em seu ombro e disse: “Que está fazendo aí, meu bem?” O menino com o olhar triste, respondeu: “Estou olhando as boas coisas que há aí para comer.” O capitão replicou: “Tenho apenas trinta minutos antes da partida do meu navio. Arrume-se um pouco, lave o rosto e as mãos, penteie-se e vou levá-lo a esse restaurante para comer alguma coisa.” O menino, com olhar de ternura e com lágrimas nos olhos provocadas pelas boas palavras do capitão, correu lavar-se num chafariz próximo, alisou os cabelos e disse: “Estou pronto agora.” E o capitão respondeu: “Muito bem, venha comigo ao restaurante e farei você comer alguma coisa.”

Enquanto o menino comia, o capitão perguntou-lhe: “Onde está sua mamãe, meu bem?” “Mamãe morreu quando eu tinha quatro anos. Não vi mais papai depois da morte da mamãe.” “Quem toma conta de você?”, perguntou o capitão. O menino respondeu com um ar de calma resignação: “Quando mamãe estava doente, ela disse que Jesus tomaria conta de mim e ensinou-me a orar e a amar a Jesus.” O capitão disse: “Se você estivesse de acordo, eu o levaria no meu navio e você poderia servir-me particularmente.” O menino olhou para o capitão e disse: “Capitão, eu estou pronto, agora.” O capitão pôs seu braço ao redor dos ombros do menino e disse-lhe: “Venha comigo e será meu ajudante.”

Chegando ao navio, o capitão apresentou o menino aos marinheiros, dizendo: “Ele será meu ajudante e seu nome é: 'Pronto agora'.” O menino, vestindo o uniforme azul marinho que lhe deram, começou o serviço que executou fielmente. O oficial afeiçoou-se muito a ele. Mas poucou depois, o menino caiu doente e o médico do navio disse ao capitão, depois de alguns dias: “Fiz tudo o que podia por esse menino.” Ele está seriamente doente e não vai sarar.” O oficial pediu ao médico: “Salve-o, não posso perdê-lo.” Mas o menino piorou. Um dia antes de sua morte, o menino mandou chamar o capitão ao qual amava profundamente, e disse-lhe em voz fraca: “Capitão, eu o quero tanto, foi muito bom para mim... Mas sabe, vou para perto de Jesus; não quer dar-lhe seu coração para ir me encontrar no céu? Capitão, Jesus o ama, não quer deixar que ele o salve e torna-se cristão?” O capitão extremanente emocionado, respondeu com voz tremula: "Sim, pensei nisso, meu bem e vou logo tratar do assunto.” “Mas , quando?”, perguntou menino. "Quando estará pronto a dar seu coração a Jesus?” "Bem... Sim...'', disse o capitão, “Não vou esperar muito mais.” "Oh! Capitão deixe-se salvar por Jesus. Quando estará pronto?” Com lágrimas correndo pelas faces, o oficial se pos de joelhos e orou: “Estou pronto agora, pronto agora...” E aí, ajoelhado, com o coração arrependido e humilhado o oficial deu o coração e a vida a Jesus.


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Um amigo na segunda milha

Rúben era um menino Judeu que morava na Palestina, no tempo em que Jesus vivia lá, ensinando e ajudando o povo. Um dia, Rúben estava sentado perto da grande estrada que dava esquina com outras estradas. Dali, podia ver bem as pessoas que viajavam. Algumas passavam a pé, outras montadas em burros. Viu também uma grande caravana de camelos, conduzindo enormes cargas.

Rúben, sentado á beira da estrada, tudo observava e dizia consigo: "Um dia eu também vou viajar. Irei até o grande mar, mas não pretendo parar por lá; quero conhecer o mundo todo". Naquele momento ele notou uma pessoa andando sozinha, com um saco bem grande ás costas.
"É um soldado romano", pensou Rúben, "Conheço pela roupa odeio os romanos! Eles tiram a nossa liberdade. Somos obrigados a pagar impostos ao seu governo e a obedecer às suas leis, odeio todos romanos".

O soldado tinha chegado bem perto dele, parou, e deixou cair o saco no chão. Ficou descansando um pouco enquanto olhava as pessoas que passavam na estrada. Rúben continuou a olhar para o soldado, mas sempre com pensamento de ódio. Naquele momento, o soldado virou - se para apanhar o saco e viu Rúben sentado ali perto.

- Ei ! Venha cá, menino! - chamou ele.

Rúben se assustou e teve vontade de correr, mas ninguém ousava desobedecer a um soldado romano.

Bem devagar, aproximou-se dele. O soldado apontou- lhe o saco.

- Você vai carregá-lo para mim.


Rúben sabia que não havia outro jeito, conhecia a lei romana. Um soldado romano podia obrigar qualquer homem ou menino judeu a carregar sua bagagem por uma milha na direção em que viajava. "Mas irei só uma milha", pensou Rúben bastante zangado, enquanto apanhava o saco. O saco era pesado, mas ele era forte. Rúben tinha vontade de jogar o saco longe... Como odiava aquele soldado. Mas nada podia fazer a não ser andar atrás dele, com seus maus pensamentos.
"Mas é somente por uma milha. Ele não pode obrigar-me a dar um só passo além da milha, como a lei diz. Somente uma milha... uma milha", dizia o menino enquanto andava.

De repente, lembrou-se de outro dia quando ele, com alguns de seus amigos, andavam pela mesma estrada procurando um mestre chamado Jesus, que estava ensinando ao povo. Eles o encontraram numa colina , rodeado de uma multidão, e pararam para escutá-lo.
Mas porque estou pensando em Jesus agora? Oh, já sei. Ele tinha falado alguma coisa sobre milhas... O que foi que Ele disse sobre uma milha? Rúben continuava andando e a pensar: " Eu me lembro agora o que Jesus disse: Se alguém mandar você ir uma milha, vá com ele duas milhas. Sim, foi isso que Jesus disse. Rúben não tinha prestado muita atenção aos ensinamentos de Jesus naquele dia, mas agora se lembrava de outras coisas que Ele ensinou. "Amai os vossos inimigos... fazei bem aos que vos odeiam... se qualquer te obrigar a caminhar uma milha, vai com ele duas". Rúben estava pensando tanto que nem notou que o soldado tinha parado.

- Você já andou uma milha. Dê-me o saco. - disse o soldado.

- Não, vou mais adiante. Nem parece que andei tanto. O saco nem parece que está pesado. Respondeu Rúben, sem mesmo compreender porque falava assim.

O soldado olhou para Rúben, e pela primeira vez Rúben viu o rosto dele. Era bastante jovem e parecia muito cansado.

- O senhor já viajou muito? - perguntou o menino.

- Muitas e muitas milhas. - foi a resposta.

- E ainda tem que viajar muito?

- Vou a Roma. - respondeu o soldado.

-Tão longe! - disse Rúben - Então deixe-me levar o saco mais outra milha.

- Muito obrigado ! Você é muito bondoso. - respondeu o soldado.

Os dois continuaram a caminhar, agora juntos, conversando. Rúben tinha a imprensão de que conhecia o soldado há muito tempo, e falava com ele sobre sua familia e sua casa e o soldado contava histórias de viajens. O tempo passou muito depressa. Finalmente o soldado perguntou:

- Diga-me uma coisa. Por que você se ofereceu para levar o meu saco mais outra milha?

Rúben hesitou.


-Eu nem sei bem. Deve ter sido por causa de alguma coisa que Jesus falou sobre milha.

Então contou ao soldado o que tinha acontecido.

- Coisa estranha, disse o soldado pensativo. "Amai os vossos inimigos"! Este é um ensinamento duro. Eu gostaria de conhecer este Jesus.

Tinham chegado ao alto da colina e Rúben olhou para trás, para o caminho por onde voltaria a casa.

-Devo voltar agora. - disse.

O soldado tomou o saco, colocou-o nas costas, e apertou a mão do menino, e dizendo:

- Adeus, amigo.

- Adeus... amigo. - respondeu Rúben com um sorriso.

Enquanto andava de volta para casa, as palavras de Jesus continuavam na mente de Rúben: "Se qualquer te obrigar a caminhar uma milha, vai com ele duas".

"E isso dá resultado"! Pensou Rúben. "Andei uma milha acompanhando um inimigo... Andei a segunda milha e encotrei um amigo".


Histórias para você
Coleçao Gertrude S. Mason


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