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domingo, 3 de janeiro de 2021

10. Isaque se Casa com Rebeca



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Versículo Bíblico: O Senhor ouviu a minha súplica; o Senhor aceitou a minha oração. Salmos Cap. 6 Vers. 9 


Abraão já era velho, de idade bem avançada, e o ­Senhor em tudo o abençoara. Disse ele ao servo mais velho de sua casa, que era o responsável por tudo quanto tinha: "Ponha a mão debaixo da minha coxa e jure pelo Senhor, o Deus dos céus e o Deus da terra, que não buscará mulher para meu filho entre as filhas dos cananeus, no meio dos quais estou vivendo, mas irá à minha terra e buscará entre os meus parentes uma mulher para meu filho Isaque". Então o servo pôs a mão debaixo da coxa de Abraão, seu senhor, e jurou cumprir aquela palavra. O servo partiu, com dez camelos do seu senhor, levando também do que o seu senhor tinha de melhor. Partiu para a Mesopotâmia, em direção à cidade onde Naor tinha morado. Ao cair da tarde, quando as mulheres costumam sair para buscar água, ele fez os camelos se ajoelha­rem junto ao poço que ficava fora da cidade. Então orou: "Senhor, Deus do meu senhor Abraão, dá-me neste dia bom êxito e seja bondoso com o meu senhor Abraão. Como vês, estou aqui ao lado desta fonte, e as jovens do povo desta cidade estão vindo para tirar água. Concede que a jovem a quem eu disser: Por favor, incline o seu cântaro e dê-me de beber, e ela me responder: 'Bebe. Também darei água aos teus camelos', seja essa a que escolhes­te para teu servo Isaque. Saberei assim que foste bondoso com o meu senhor". Antes que ele terminasse de orar, surgiu Rebeca, filha de Betuel, filho de Milca, mulher de Naor, irmão de Abraão, trazendo no ombro o seu cântaro. A jovem era muito bonita e virgem; nenhum homem tivera relações com ela. Rebeca desceu à fonte, encheu seu cântaro e voltou. - "Por favor, dê-me um pouco de água do seu cântaro". - Beba, meu senhor", disse ela, e tirou rapidamente dos ombros o cântaro e o serviu. -"Tirarei água também para os seus camelos até saciá-los". Assim ela esvaziou depressa seu cântaro no bebedouro e correu de volta ao poço para tirar mais água para todos os camelos. Sem dizer nada, o homem a observava atentamente para saber se o Senhor tinha ou não êxito a sua missão. Quando os camelos acabaram de beber, o homem deu à jovem um pendente de ouro de seis gramas e duas pulseiras de ouro de cento e vinte gramas, e perguntou: "De quem você é filha? Diga-me, por favor, se há lugar na casa de seu pai para eu e meus companhei­ros passarmos a noite". "Sou filha de Betuel, o filho que Milca deu a Naor", respondeu ela; e acrescen­tou: "Temos bastante palha e forragem, e também temos lugar para vocês passarem a noite". Então o homem curvou-se em adoração ao Senhor, agradecendo por ter sido bondoso com ele. A jovem correu para casa e contou tudo à família de sua mãe. Rebeca tinha um irmão chamado Labão. Ele saiu apressado à fonte para conhecer o homem, pois tinha visto o pendente e as pulseiras no braço de sua irmã, e ouvira Rebeca contar o que o homem lhe dissera. E disse: "Venha, bendito do Senhor! Por que ficar aí fora? Já arrumei a casa e um lugar para os camelos". Assim o homem dirigiu-se à casa, e os camelos foram descarrega­dos. Deram palha e forragem aos camelos, e água ao homem e aos que estavam com ele para lavarem os pés. De­pois lhe trouxeram comida, mas ele disse: "Não comerei enquanto não disser o que tenho para dizer". Disse Labão: "Então fale". Então o servo contou tudo que sucederam e qual missão o seu senhor o uncubiu. Labão e Betuel responderam: "Isso vem do Senhor; nada lhe podemos dizer, nem a favor, nem contra. Aqui está Rebeca; leve-a com você e que ela se torne a mulher do filho do seu senhor, como disse o Senhor". Quando o servo de Abraão ouviu o que disseram, curvou-se até o chão diante do Senhor. Então o servo deu joias de ouro e de prata e vestidos a Rebeca; deu também presentes valiosos ao irmão dela e à sua mãe. Depois ele e os homens que o acompanhavam comeram, beberam e ali passaram a noite. Ao se levantarem na manhã seguinte, ele disse: "Deixem-me voltar ao meu senhor". Mas o irmão e a mãe dela responderam: "Deixe a jovem ficar mais uns dez dias conosco; então você poderá partir". Mas ele disse: "Não me detenham, agora que o Senhor coroou de êxito a minha missão. Vamos despedir-nos, e voltarei ao meu senhor". Então lhe disseram: "Vamos chamar a jovem e ver o que ela diz". Chamaram Rebeca e lhe perguntaram: "Você quer ir com este homem?" "Sim, quero", respondeu ela. Despediram-se, pois, de sua irmã Rebeca, de sua ama, do servo de Abraão e ­dos que o acompanhavam. E abençoaram Rebeca, dizendo-lhe: "Que você cresça, nossa irmã,até ser milhares de milhares; e que a sua descendência conquiste as cidades dos seus inimigos". Então Rebeca e suas servas se apronta­ram, montaram seus camelos e partiram com o homem. E assim o servo partiu levando Rebeca. Isaque tinha voltado de Beer-Laai-Roi, pois habitava no Neguebe. Certa tarde, saiu ao campo para meditar. Ao erguer os olhos, viu que se aproximavam camelos. Rebeca também ergueu os olhos e viu Isaque. Ela desceu do camelo e perguntou ao servo: "Quem é aquele homem que vem pelo campo ao nosso encontro?" "É meu senhor", respondeu o servo. Então ela se cobriu com o véu. Depois o servo contou a Isaque tudo o que havia feito. Isaque levou Rebeca para a tenda de sua mãe, Sara; fez dela sua mulher, e a amou; assim Isaque foi consolado após a morte de sua mãe.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2020

8. Ismael e Hagar


 

Versículo de memorização:

Gênesis 21:17 Não temas, porque Deus ouviu a voz do menino desde o lugar onde está.




Deus havia dado uma promessa à Abraão: mudou o seu nome, que antes era só Abrão, para que ele lembrasse que seria pai de uma grande nação. O nome de sua esposa também mudou, no caso, de Sarai para Sara.

Porém, aparentemente Deus estava demorando muito para cumprir essa promessa. A esposa de Abraão não podia ter filhos e a idade estava avançando, então ela, muito ansiosa, resolveu dar um jeito de fazer cumprir com suas próprias mãos o plano divino. Ou seja, não esperou a vontade de Deus.

Sara deu Agar a Abraão para que ele tivesse relações com ela e, o filho que nascesse seria então o prometido. Abraão o fez, e nasceu Ismael.

Acontece que, anos mais tarde, Sara teve Isaque, filho de Abraão. E, enquanto ele era apenas um bebê, Ismael já estava na puberdade.

Não sabemos exatamente o que levou Ismael a caçoar de seu irmão, mas podemos examinar a situação: até então ele era tratado como único filho, e, ao ver Isaque nascer, pode ter se sentido com inveja ou talvez ameaçado de ter seus privilégios tirados, pois foram anos sendo lembrado de como ele teria um futuro brilhante. Não seria fácil tirar essa ideia de sua mente.

E quanto a Agar? Quantos anos ela não deve ter se sentido vitoriosa por ter sido a mãe desse filho, enquanto Sara, sua “patroa”, era estéril?

Com a situação armada, os conflitos dentro de casa foram frutos dos erros do passado e Sara mandou que Agar e o filho Ismael fossem expulsos, indo peregrinar no deserto. Imagino que a vontade da mulher era de que os dois morressem, mas ainda sim Deus concordou e deixou que eles fossem para lá.

Abraão teve que mandar seu filho embora, porém, a misericórdia de Deus foi maior, e, a despeito de todos os percalços e falhas cometidas, Ele perdoou a família e prometeu cuidar da mãe e do menino banidos. Deus prometeu que, assim como de Isaque, de Ismael nasceriam também muitos descendentes.

No deserto Agar ainda clamou a Deus Ela se pôs a caminho e ficou vagando pelo deserto de Berseba.

Quando acabou a água da vasilha, ela deixou o menino debaixo de um arbustoe foi sentar-se perto dali, à distância de um tiro de flecha, porque pensou: "Não posso ver o menino morrer". Sentada ali perto, começou a chorar.

Deus ouviu o choro do menino, e o anjo de Deus, do céu, chamou Hagar e lhe disse: "O que a aflige, Hagar? Não tenha medo; Deus ouviu o menino chorar, lá onde você o deixou. Levante o menino e tome-o pela mão, porque dele farei um grande povo".

Então Deus lhe abriu os olhos, e ela viu uma fonte. Foi até lá, encheu de água a vasilha e deu de beber ao menino.

Deus estava com o menino. Ele cresceu, viveu no deserto e tornou-se flecheiro.

Vivia no deserto de Parã, e sua mãe conseguiu-lhe uma mulher da terra do Egito.na sua frente. Eles nunca foram desamparados.

quinta-feira, 3 de dezembro de 2020

6. O chamado de Abrão



Hebreus 11:8 Pela fé Abraão, sendo chamado, obedeceu, indo para um lugar que havia de receber por herança; e saiu, sem saber para onde ia. 

Deus apareceu a Abrão e ordenou que saísse do lugar em que vivia juntamente com sua parentela e se dirigisse a um lugar distante ainda não conhecido, mas dando-lhe a certeza que Ele lhe mostraria o caminho. Abrão mostra-se obediente e se desloca de Ur a Harã, lá ficando até a morte e seu pai. Já com idade avançada (75 anos), em obediência ao Senhor, Abrão tomou sarai, sua esposa que era estéril e não podia ter filhos, seu sobrinho Ló e também os seus bens adquiridos e seguiu adiante em direção à terra prometida, Canaã. A intenção de Deus era, mais uma vez, separar a boa semente para não comprometer a colheita. Em Abrão viu a possibilidade de formar a nação escolhida. 

Abrão e sua família finalmente chegaram à Canaã. Atravessaram o país até chegarem em um lugar chamado Siquém, onde havia um pé de carvalho de Moré, Lá o Senhor veio a ele e lhe disse que aquelas terras lhe seriam dadas e a toda a sua descendência. Abrão, em agradecimento, construiu nesse lugar, um altar para o Senhor. Porém, as dificuldades começaram a surgir, não obstante à promessa do Senhor, passaram grandes tribulações. Houve um período em que a fome assolou aquele lugar e Abrão e seu povo tiveram que se deslocar em direção ao único lugar onde ainda havia mantimento, ao Egito. Lá chegando, receoso de que os egípcios o matassem para ficar com sua mulher que era, segundo suas próprias palavras, muito bela, disse-lhe para mentir dizendo que ambos eram irmãos e assim lá permanecessem em segurança. E assim sucedeu. O Faraó encantou-se com Sarai e tomou-a para si, retribuindo a Abrão em bens. Isto não agradou ao Senhor. Diz a Palavra que “Feriu o Senhor a Faraó com grande praga, e a sua casa” . E este veio a ter com Abrão e o liberou em segurança até que saíssem daquele lugar, levando consigo todos os seus bens. Prosseguiram a viagem em direção ao sul, chegando a um lugar de nome Betel, próximo onde havia construído o altar e ali invocou o nome do Senhor. A um certo tempo, Abrão e o sobrinho Ló se separaram. Ló seguiu em direção a campina bem regada de Sodoma, onde parecia ser o lugar mais atraente aos seus olhos. Porém, diz a Palavra que em Sodoma habitava toda a corrupção, os homens daquele lugar eram maus aos olhos do Senhor. Abrão se dirigiu ao lugar mais elevado, em Canaã. Quando ele estava só, longe do seu sobrinho, o Senhor veio então a ele e lhe disse que olhasse no seu entorno, onde suas vistas nem pudessem alcançar e lhe prometeu tudo aquilo por herança. 

Os dois andavam sempre juntos e tinham muitos gados e outros animais. Eles começaram a ter tantos animais que já mal conseguiam ficar perto um do outro. Por causa de tantos animais, os empregados deles começaram a brigar, porque um animal atacava o outro, um comia o alimento do outro e estava fincando muito difícil controlar tantos animais. Os homens estavam quase perdendo o controle e uma tragédia poderia acontecer. Os animais poderiam começar a fugir, ou então começar a atacar as pessoas. Os animais também podiam se atacar, morrendo um monte de bichos valiosos. Então, Abraão e Ló conversaram sobre a situação e decidiram que era melhor se separarem. 

Eles moravam em uma região chamada Canaã, onde hoje ficam Israel e Palestina. Uma terra de muitos campos. Abraão e Ló deveriam decidir para onde iriam. Um ia para um lado e outro para outro, mas eles não sabiam ao certo qual caminho era melhor, onde eles encontrariam terras melhores para seus animais, por isso, uma briga entre Abraão e Ló poderia acontecer. Quando Abraão vi que poderia ter problemas, decidiu que iria se separar de Ló e deixaria Ló escolher para onde iria, para ele ir para o outro lado. Então, Abraão deixou Ló escolher qualquer lugar da região para morar, que ele (Abraão) iria para outro lugar. 

Abraão decidiu confiar em Deus. Ló nem pensou duas vezes, escolheu a terra que bem entendeu, sem dar importância para Abraão. Ele escolheu um lugar que tinha muitas cidades e uma bela planície. Assim, poderia criar seu gado em paz. Muitas vezes, nós também não nos importamos com os outros e fazemos coisas erradas sem nos preocupar se estamos agradando ou não outras pessoas. Ló foi parar em uma cidade chamada Sodoma.

terça-feira, 1 de dezembro de 2020

5. A Torre de Babel

O orgulhoso acaba sendo humilhado, mas quem é humilde será respeitado. Pv 29:23 Depois do dilúvio, as famílias cresceram e encheram a terra. Naquele tempo todos os povos falavam uma língua só, todos usavam as mesmas palavras. Alguns partiram do Oriente e chegaram a uma planície em Sinar, onde ficaram morando. Um dia disseram uns aos outros: - Vamos, pessoal! Vamos fazer tijolos queimados! Assim, eles tinham tijolos para construir, em vez de pedras, e usavam piche, em vez de massa de pedreiro. Aí disseram: - Agora vamos construir uma cidade que tenha uma torre que chegue até o céu. Assim ficaremos famosos e não seremos espalhados pelo mundo inteiro. Então o Senhor desceu para ver a cidade e a torre que aquela gente estava construindo. O Senhor disse assim: - Essa gente é um povo só, e todos falam uma só língua. Isso que eles estão fazendo é apenas o começo. Logo não haverá limite no que serão capazes de fazer o que quiserem. Vamos descer e atrapalhar a língua que eles falam, a fim de que um não entenda o que o outro está dizendo. Assim, o Senhor confundiu a língua deles e com isso os espalhou pelo mundo inteiro, e eles pararam de construir a cidade. A cidade recebeu o nome de Babel, pois ali o Senhor atrapalhou a língua falada por todos os moradores da terra e dali os espalhou pelo mundo inteiro.

segunda-feira, 30 de novembro de 2020

1. A Criação

No começo do mundo a terra era sem forma e vazia. Apenas trevas, por toda parte. Então Deus disse: - Que haja luz! E houve luz. A claridade foi separada da escuridão. E Deus chamou a claridade de dia. E chamou a escuridão de noite. No segundo dia, Deus disse: - Haja firmamento no meio das águas. E chamou o firmamento de céu No terceiro dia, Deus disse: - Ajunte em um so lugar as águas e aparece porção seca. E chamou a porção seca de terra e o ajuntamento de águas de mares. E viu Deus que era bom. E disse Deus: -Cubra-se a terra de vegetação: plantas que deem sementes e árvores cujos frutos produzam sementes de acordo com as suas espécies". E assim foi. No quarto dia, Disse Deus: - "Haja luminares no firmamento do céu para separar o dia da noite. Sir­vam eles de sinais para marcar estações, dias e anos, e sirvam de lu­minares no firmamento do céu para ilu­minar a terra". E assim foi. Deus fez os dois gran­des lumi­nares: o maior para go­vernar o dia e o menor para gover­nar a noite; fez também as estrelas. Deus os colocou no firmamento do céu para iluminar a terra, governar o dia e a noite, e separar a luz das tre­vas. E Deus viu que ficou bom. Passaram-se a tarde e a manhã; esse foi o quarto dia. Disse também Deus: "Encham-se as águas de seres vivos, e voem as aves sobre a terra, sob o firmamento do céu". Assim Deus criou os gran­des animais aquáti­cos e os demais seres vivos que povoam as á­guas, de acor­do com as suas espécies; e todas as aves, de acordo com as suas espécies. E Deus viu que ficou bom. Então Deus os abençoou, dizendo: "Sejam férteis e multipliquem-se! Encham as águas dos mares! E multipli­quem-se as aves na terra". Passaram-se a tarde e a manhã; esse foi o quinto dia. E disse Deus: "Produza a terra seres vivos de acordo com as suas espécies: rebanhos domésticos, ani­mais selvagens e os demais seres vivos da terra, cada um de acordo com a sua espécie". E assim foi. Depois de tudo que havia criado, Deus achou que ainda faltava um ser que pudesse pensar e agir de maneira inteligente, tendo consciência do que estava fazendo no mundo. E então criou o homem. Só depois disso, no sétimo dia, é que Deus descansou. O homem que Deus havia criado recebeu o nome de Adão. E Adão foi incumbido por Deus de dar nome a todos os bichos da terra, do mar e do ar. Adão vivia no paraíso terrestre, o Éden, que Deus havia criado para ele, com tudo o que era necessário para sua existência. Mas estava faltando alguma coisa. Ou seja, alguém com quem Adão pudesse conversar e dividir suas emoções e pensamentos. Outro ser, parecido com ele. Então Deus disse: - Não é bom que Adão fique sozinho. Então Deus resolveu criar para ele uma companheira. Assim, Deus fez a mulher, para ser a companheira do homem. Ela recebeu o nome de Eva. Adão e Eva levavam uma vida regalada no paraíso, onde havia árvores com frutos suculentos para alimentá-los. E viu Deus que isso era bom!

sábado, 21 de janeiro de 2017

A menina que falou a verdade

Uma vez, há muito tempo, uma linda menina brincava com tranqüilidade que tão bem caracteriza o espírito infantil. Sua mãe, da janela onde tecia um tapete, vigiava com indizível ternura seu rico tesouro ao qual dedicava tanto amor! De repente, ao longe, nuvens de poeira levantavam-se como que anunciando a chegada de apressados visitantes. O olhar calmo e meigo, da mãe bondosa, tornou-se aflito quando divisou tropas de estrangeiros dominadores de sua raça.

- Ó filha, esconde-te – diz a mãe. Avisarei teu pai que os soldados estrangeiros se aproximam. Que desejarão eles, agora? E, tomada de aflição e medo, entrou à procura do marido.


Enquanto isto, a pequenina de olhos pretos, bem pretos e brilhantes, hesitava entre o desejo de esconder-se e a curiosidade de ver de perto soldados uniformizados e tão estranhos. A curiosidade venceu-a e ali se quedou, sozinha, com olhar inquirido. Foi então que o mais importante dentre os soldados viu-a ali e, achegando-se a ela, disse:


- Não me temes, pequena?


- Não, meu senhor. O meu Deus sempre cuida de mim.


- O teu Deus, menina? Confias, então, muito, n’Ele?


- Oh, muito, meu senhor. Ele nunca deixou de atender-me.


A esta altura, a mãe pressurosa corre à porta e depara a filha entre os soldados. Bruscamente agarra-a, tentando levá-la consigo. – Mulher, diz-lhe o chefe dos exércitos estrangeiros, és nossa escrava, tu e toda a tua raça. Permitirás que eu leve tua gentil e corajosa filha para companheira de minha esposa?


A pobre mãe, aturdida com a pergunta, afasta-se com lentidão, estampando na face grande amargura. Não tinha dúvidas que não lhe seria permitido negar sua filha, uma escravazinha, para o serviço de uma nobre e ilustre dama estrangeira. Preparou a roupa da pequena e os três, ajoelhados na humildade daquela casa pobre, mostraram a riqueza que possuíam – a fé em um Deus verdadeiro que os ouvia e consolava. Levantaram-se tranqüilos, embora tristes pela separação, e ajudaram a pequenina a partir em um dos carros daquele exército.


Agora, numa casa rica, andava a menina, ora a varrer todos os cantinhos daquelas salas esplendorosas, não deixando nem o cisco ficar sob os fofos tapetes; ora a procurar belas flores para adornar o lar de seus bondosos senhores. Ela soubera fazer-se querida pela maneira franca de falar só a verdade, pelo modo cuidadoso com que realizava suas tarefas.


Um dia seus senhores estavam muito tristes. Não havia médico que proporcionasse a cura de seu senhor que era um grande general em sua terra. A menina amava-o e respeitava-o. Lembrou-se então de enviá-lo a um grande homem que poderia curá-lo. O general não hesitou em atender à sugestão da escravazinha. Procurou, com incontida ansiedade, esse grande homem do qual ela lhe falara. Foi realmente curado de uma moléstia julgada por todos incurável! Voltou com o coração a transbordar de alegria por conhecer também uma pequena que sempre falava a verdade, só à verdade!



Amor Suficiente para Todos


Ricardo podia ouvir o vento frio soprando lá fora e se sentiu muito alegre por ter uma casa confortável e quentinha. Ele estava observando sua mãe descascando maçãs para fazer um doce, enquanto alisava seu cachorrinho de estimação que já estava quase dormindo.
A mamãe, com todo cuidado tirava a fina casca das maçãs. A casca se enrolava, enquanto sua faca dava voltas ao redor da maçã. Sua irmã, Sandra, estava bem perto da mamãe, pegando as cascas antes que tocassem na panela.
- Eu também quero fazer isto – disse Ricardo, enquanto chegava mais perto da mamãe. – A próxima casca é minha, não é, mãe?
- Há cascas suficientes para os dois – disse a mãe – e acho que ainda vai sobrar. – E ela sorriu para Ricardo.
O sorriso da mamãe fez com que Ricardo ficasse muito satisfeito. Ele olhou para ela e sorriu também, e notou que a mamãe estava sorrindo para Sandra.
Neste momento uma casca de maçã caiu no chão, e Muchinga, a gatinha, pulou em cima dela.
- Ó, Muchinga, você é muito malandra! Disse Ricardo se divertindo, vendo como ela jogava a casca. – Você quer brincar, não é? Está bem, então venha aqui que eu vou brincar com você.
Ricardo foi até a sala e encontrou o brinquedo especial e preferido da gatinha, uma longa fita com uma pequena bola vermelha amarrada na ponta. Ele corria ao redor da sala puxando fita, enquanto Muchinga procurava caçar a bolinha.
- Grrr! – resmungou Tuty, o cachorrinho, correndo e tentando agarrar a bola. Ele havia acabado de acordar e queria entrar na brincadeira. Mas, Muchinga não gostou da história, levantou suas costas e seu pêlo, e... arranhou o Tuty. Este por sua vez, latiu, latiu e deu uma patada em Muchinga.
- Que aconteceu. Venham aqui vocês dois – disse Ricardo, sentando entre eles e gentilmente agradando cada um. – Não se preocupem. Nós podemos brincar todos juntos. Eu gosto de cada um da mesma maneira.
Pouco tempo depois tanto o cachorrinho quanto à gatinha, estavam dormindo, e Ricardo voltou para a cozinha. Sandra continuava ajudando a mãe a colocar as maçãs numa panela grande.
- Eu quero fazer isso – disse Ricardo, tentando alcançar a panela.
- Há lugar suficiente para os dois, e muitas maçãs também – disse a mãe. E desta maneira Ricardo e Sandra se revezavam ajudando até que a panela estava bem cheia.
Quando as maçãs estavam fervendo em cima do fogo, Ricardo olhou para a mamãe e perguntou:
- De quem você gosta mais, mãe, de Sandra ou de mim?
Ele esperou ansioso pela resposta. Sandra ouviu o que Ricardo tinha perguntado, e veio para perto para ouvir o que a mamãe iria responder.
Ricardo ficou muito surpreso pelo que a mãe fez então. Ela sorriu, sentou-se, e colocou um braço ao redor de Ricardo e o outro braço ao redor de Sandra.
- Ricardo – ela disse – eu vi você brincando com seu gatinho e com o seu cachorrinho.
De qual dos dois você gosta mais?
- Oh, gato e cachorro são diferentes – respondeu Ricardo. – A gatinha é branca e macia, tem lindos olhos azuis. Tuty é todo crespinho e preto, e tem um nariz comprido e bonito. Eu não gosto mais de um do que do outro.
- Bem – disse a mãe – Sandra é uma menina, com longos cabelos e olhos escuros. Você é um menino, tem cabelos curtos e olhos azuis. Vocês são ambos meus filhos, e eu amo a cada um da mesma maneira. Tenho amor suficiente para os dois, e ainda tem mais amor sobrando.
Ricardo se sentiu muito bem ao ouvir isto. Sandra também estava sorrindo.
- E sabem – acrescentou a mamãe – Deus nos ama da mesma maneira também. Ele tem muito amor por cada pessoa neste mundo.
- Assim como maçãs – riu Ricardo. – Suficiente para todos, e algumas de sobra.
Deus nos ama muito mesmo – ama a cada um de nós. Vamos lhe dizer “Muito Obrigado” por nos amar tanto e por ter feito um mundo tão maravilhoso onde podemos viver.


O Custo de uma Desobediência


Era uma vez dois meninos muito bons amigos. Chamavam-se João e Santiago, e como estavam sempre juntos, assistiam ambos a uma escola situada no cume de uma colina.
Próximo dos terrenos para brinquedos da escola havia um extenso terreno baldio onde tinham sido realizadas escavações para certas minas. Foram descobertos minérios valiosos a uma grande profundidade, e tiradas muitas pedras para a superfície para passá-las pelas máquinas que separavam o minério das escórias.
Os mineiros trabalharam nisto durante muito tempo, até que finalmente não havia mais minério e o trabalho terminou. Foram tiradas todas as ferramentas dos poços e das galerias subterrâneas, e a maquinaria foi levada para onde havia novas minas. A água começou a encher os túneis, uma vez que foram tiradas as bombas. As chuvas também contribuíram para encher os poços, até que a água quase chegou à superfície.
Uma ordem muito severa da escola era que nenhum menino devia pisar nesses terrenos.
Numa tarde, depois que terminaram as aulas, ocorreu a Santiago uma idéia que lhe pareceu brilhante. Para a maioria das crianças, há prazer na variação de suas atividades, de modo que Santiago disse a seu amigo:
- Joãozinho, vamos tomar um caminho de atalho para nossa casa.
Joãozinho pensou que isso seria interessante, e o acompanhou. O caminho do atalho passava pelo terreno onde haviam trabalhado os mineiros, porém os meninos esqueceram-se do regulamento da escola.

Foi muito divertido ir para casa por um caminho diferente. Santiago escondeu-se atrás de um montão de pedras, e Joãozinho tratou de procurá-lo. Logo pararam para examinar o que havia ao redor de um velho poço. Jogaram pedras ao seu interior para ouvir como golpeavam contra a água.
Mais adiante viram um despenhadeiro e um lugar bastante bom para nadar, porém fazia frio. Fizeram esforço para subir a um grande montão de escórias de cujo cume podia ser vista grande parte da cidade e até os campos de muito longe.
Outra tarde os meninos detiveram-se para brincar ao redor de um poço.
Santiago correu até muito perto da boca, tropeçou e caiu de cabeça nas águas turvas. Quando voltou à superfície procurou agarrar-se a madeiras podres que flutuavam no pólo. João não podia alcançar o seu amigo com a mão e não tinha corda para jogar-lhe. Gritou-lhe que ia, em busca de auxílio, e saiu correndo.
Alguém chamou pelo telefone o corpo de bombeiros. Imediatamente chegaram os caminhões com suas sirenas; veio também o grande caminhão com escadas. Joãozinho indicou aos homens onde tinha caído Santiago, porém agora não podia ser visto.
Os homens começaram a usar cordas e ganchos para tirar o menino.
Logo se espalhou pelo povoado a notícia de que havia acontecido um acidente, e vieram mineiros de todas as partes para ajudarem a procurar. Chegou a noite, mas os homens, com o auxílio de algumas pequenas luzes, continuaram trabalhando, ainda que sem resultado.
No dia seguinte outros homens estenderam cabos para as luzes elétricas e a força do motor. Foram instaladas duas grandes bombas, que imediatamente começaram a funcionar, tirando milhares de litros de água que lançavam em um ribeiro ao pé da colina.
Lentamente foi baixando a água do poço. No interior deste foi construído um andaime para que os homens pudessem trabalhar melhor. Passaram-se vários dias.
As grandes bombas continuavam funcionando, e os homens lutavam dia e noite.
Bem no fundo do poço foi encontrado o corpo do menino. Tiraram-no imediatamente, levaram-no para uma ambulância que esperava, porém era demasiado tarde. Este caso triste mostra-nos que os meninos devem atender ao conselho de seus pais e professores e obedecer-lhes sempre.

Perdidos



A senhora Barbosa estava muito admirada...
Mais alguns longos minutos se passaram e então Lauro falou:
- Não estamos adiantando caminho, mamãe. Estamos perdidos. Aqui está o velho tronco de novo. Com esta são três vezes que passamos por aqui. Estamos fazendo círculos. Eu não quis dizer isso antes porque não queria atemorizá-la. Mas creio que precisamos parar.
- Eu sabia que estávamos perdidos, disse Janete. Notei que havíamos passado por aqui, por este velho tronco, já duas vezes. Que caminho tomará agora?
- Sim, eu estava certa de que estávamos perdidos, mas julgava que pudéssemos atravessar este capão se continuássemos, retrucou a Sra. Barbosa. Estou muito preocupada!
- Mamãe, aventurou Lauro, com expressões de esperança. A senhora se recorda da história que nos contou na semana passada, do missionário que estava perdido e orou a Deus pedindo que o ajudasse a encontrar o caminho? A senhora contou que ele assim que acabou de orar começou a andar e encontrou o caminho. Deus o ajudou.

Vamos orar nós também?
E assim os três se ajoelharam e cada um fez uma curta oração, pedindo a Deus que os ajudasse a achar o caminho.
Acabaram de orar e já era escuro. Lauro segurou a mão da mãe e a da irmãzinha e começaram a andar, por entre os arbustos e macegas daquele capão escuro.
Não haviam andado muito quando Lauro exclamou, cheio de satisfação:
- Olhem lá uma luz!
- Mas não é nenhuma casa, respondeu a mãe, pois não há moradores aqui por perto. Deve ser alguém, andando. Vamos ver se o alcançamos.
- A lanterna está balançando e não sai do lugar. Vamos ligeiro até ela, disse Lauro.
Quando chegaram bem perto da luz puderam observar que se tratava de três homens que estavam de passagem. Haviam parado ao ouvir vozes.
- Podem dizer-nos onde estamos? Perguntou a Sra. Barbosa.
Os homens explicaram onde se encontravam e ofereceram-se para guiá-los até a estrada. Quando chegaram ao caminho reconheceram-no e rumaram para casa. Andaram um pouco mais no escuro e logo avistaram a luz de casa.
- Espero que vovô tenha deixado alguma comida quente para nós, disse Janete, que sentia bastante fome, agora que passara todo o temor.
- É mesmo, pois estou até fraco de fome, respondeu Lauro.
- Para mim, o melhor é poder ver nossa casinha já bem perto, falou a Sra. Barbosa.
- Estivemos perdidos, vovô, disse Janete assim que entrou em casa.
- Eu estava mesmo imaginando, respondeu o avô. E continuou: vocês devem ter ficado até muito tarde na roça!
- É verdade, concordou a Sra. Barbosa.
- Mas, vovô, nós oramos e Deus nos ajudou a achar caminho. Não foi bom termos orado? Perguntou Janete.
- Orar é sempre uma boa coisa, queridinha. Deus sempre nos mostra o caminho de casa. E não somente o caminho desta casa, mas o caminho do lar celestial, respondeu o avô, em tom amorável de voz grave, ao mesmo tempo em que punha sobre a mesa o alimento quentinho e cheiroso.


sexta-feira, 16 de outubro de 2015

DIA DOS PAIS- HISTÓRIA " MEU PAI ROBO",





Sugestão de história compartilhada no blog do DEPIN - (IEADERN)- nossa igreja matriz

HISTÓRIA PARA O DIA DOS PAIS

MEU PAI ROBÔ

A ideia desta história foi tirada de www.teatrocristao.net. Adaptada e desenhada pela Pastora Gabriela Pache de Fiúza. Dedico esta história a Carlos Eduardo Pache, meu pai amado e ao meu marido Joel Fiúza, um excelente pai!
FIGURA 1

O professor que não teve pai, projetou durante anos um pai para ele, criando o pai robô.
Nossa! Estou ansiosa para ver o pai robô do professor.
Eu também, ele falou tanto desde o início do ano que não vejo a hora.
 Bom dia crianças!!! – Disse o professor
Bom dia professor!!
Chegou o grande dia, hoje vocês conhecerão uma pessoa muito especial…tcham, tcham, tcham, tcham….aí está, o melhor pai do mundo, o meu papai, e ele pode tudo. –disse entusiasmado o professor.
Oh!!! -disseram as crianças assombradas.
E o que ele sabe fazer professor?
Ele tem uma programação que permite muitas coisas, ele assiste TV comigo, me ajuda a lavar a louça, vejam que maravilha, tenho um pai que estará sempre comigo aonde eu for. Muito bem, vocês que tem um pai me digam o que ele deve fazer?


FIGURA 2

Os alunos levantavam a mão gritando: Eu, eu, eu ….
Você Daniel o que gostaria de vê-lo fazer? –Perguntou o professor com ar de orgulho
Ele deve ajudar a arrumar a casa, tirar o pó por exemplo.
Ok! Ok! Vamos lá. O professor programa o robô e o robô tira o pó da sala e as crianças vibram!

FIGURA 3

Viram? O que mais, o que mais? Pode falar Ester!
Ele tem que ser bom e dar abraços. –Respondeu Ester
Venha cá Ester! -disse o professor- Vamos lá…( programa o robô ) …prontinho.
O robô dá um abraço muito apertado e desengonçado em Ester.
 ai..ai..ele tá me apertando!
O professor a ajuda.
Mais alguns ajustes e este abraço ficará bom. –disse o professor

FIGURA 4

E o que mais ele tem que saber fazer? -desafia o professor
Ele tem que ser engraçado, meu pai é engraçado… -disse Bia
O professor programa o robô e o robô faz malabarismo e palhaçadas e as crianças riem”.
É melhorou, está começando a se parecer com um pai. -dizem os alunos empolgados.

FUGURA 5

Viram como ele é perfeito? Nunca mais ficarei sem a companhia de um pai! Ele pode tudo. O que mais? O que mais? –falava o professor desafiando os alunos.
Deve ajudar com os deveres da escola. –disse João
Deve comprar muitos presentes… –disse Melisa
Deve saber contar divertidas histórias… –disse Rafael
E deve gostar de rir, ele deve ser sempre alegre … –disse Sofia.
O professor corre e programa o robô que cumpre todas as tarefas à perfeição.

Figura 6

Algum outro desafio? Pergunta audacioso o professor.
Um bom pai tem que saber orar -disse Cíntia desde o fundo da sala com voz firme.
Orar ? –pergunta o professor intrigado.
Sim, ele deve saber orar! Orar é falar com Deus, nosso Pai maior, ele pode todas as coisas. É importante um pai saber orar. Sabe professor? Quando a minha mãe ficou grávida, no ultra-som dos primeiros meses aparecia o feto com serias malformações ósseas. Os médicos disseram que eu nasceria deforme e que nem mesmo caminharia. Mas meu pai, cheio de fé, começou a orar e jejuar e a declarar a minha cura. Ele colocava a mão na barriga da minha mãe e orava todos os dias, ele nem mesmo quis fazer outros exames, ele creu de todo coração que Deus tinha me curado. E no dia do nascimento todos ficaram chocados, eu nasci perfeita, EU SOU PERFEITA. Todos ficaram espantados menos o meu pai, porque ele sabia que Deus já o tinha ouvido. Meu pai ora pelo emprego, pela nossa saúde, pelas finanças, pela família, ele ora por todas as necessidades! Sem dúvidas professor, o que um pai tem que saber fazer para ter uma família abençoada é orar, como o meu papai!
O professor estava visivelmente abalado, toda a sala estava de olhos marejados e alguns até lacrimejavam. O professor rompeu o silencio dizendo:
Meu pai robô não foi programado para orar, e acho que nem se o programasse conseguiria, porque ele nunca poderá ter o amor nem a fé de um verdadeiro pai!
A campainha tocou e as crianças desinteressadas pelo robô que não poderia orar foram saindo e comentando.
Vamos pedir pro nosso papai ir à igreja da Cíntia, queremos que eles também orem como o papai dela!

Figura 7

O professor e Cíntia ficaram na sala do lado do robô se olhando
O senhor está decepcionado professor ?
É que finalmente eu achei que ia ter um pai…-disse com tristeza.
Mas professor, você pode ter um pai, Deus pode ser o seu Pai.
Mas como isso é possível? Eu já sou grande e sou muito atrapalhado, Deus não vai querer ser o meu pai?
Deus o ama e aceita o senhor, do jeito que o senhor é. Vamos até o meu pai que ele vai lhe mostrar o caminho até o pai maior.
Então vamos agora mesmo , quero conhecer este pai que realmente pode tudo.
O professor cobre o robô e vai com Cíntia.
Depois de ouvir o pai de Cíntia, o professor quis receber Jesus no seu coração e de joelhos por primeira vez na sua vida sentiu os braços do amoroso Pai Deus o envolver. Agora, o professor tinha achado o que tanto buscava, UM PAI AMORSO.
Cíntia piscou para o pai em cumplicidade. Porque o que o professor não sabia era que Cíntia e o seu pai viam orando pelo professor desde o começo do ano!
Cíntia estava muito orgulhosa do seu papai, um homem de oração e fé.

sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

O melhor sou eu

As plantas viviam sem entender, era uma confusão quando se encontravam porque cada uma queria ser melhor que a outra. Às vezes algumas ficavam tristes porque não queriam ofender a companheira, eram educadas, mas enquanto isso, havia algumas que não se importavam muito de falar e o colega ficar triste. Existem pessoas assim também vocês já viram? Como é ruim quando as pessoas ficam tristes por nossa causa. Devemos evitar fazer isso. E naquele lugar tinha muita fruta mas...

Um dia uma linda árvore de longos galhos, cheia de flores coloridas, sua sombra abrigava os animais em seus galhos pousavam lindos pássaros e na época certa ela produzia frutas que os pássaros comiam. Assim, a sua utilidade era enorme, e ela se sentia feliz por isso. Um dia algumas daquelas frutas estavam conversando debaixo da grande Árvore, cada uma querendo mostrar melhor seu trabalho, quando a grande e frondosa Árvore disse: “Aqui quem tem que dizer que é melhor sou eu! Eu que faço sombra, oxigênio, tenho longos galhos, sou eu que faço com que nas casas de ricos e pobres tenham portas, moveis, e tudo que é feito da madeira. Acho que sem mim tudo fica mais difícil.”

A Maçã, linda , elegante e vermelha, que já aguardava sua vez, se colocou de pé e disse: "Nada disso a melhor aqui sou eu, ou vocês acham que eu seria boba de ficar calada? Pois sou eu que ajudo cuidar dos dentinhos das crianças sou a fruta que faz com as pessoas fiquem bonitas, e vivam muitos anos com a pele bem limpinha. Eu sou a melhor não tem conversa!"... A Flor, que também não agüentava mais esperar para falar, ficou em pé e disse: "Pois eu não posso me calar, vocês já perceberam que eu estou em todos os lugares? Nos palácios, nos casebres, nas escolas, nas Igrejas, nos parques onde as crianças gostam de brincar, em todos os jardins, e até nos cemitérios. Não interessa o nome, seja qual for, a Flor é a mais linda de toda vegetação. Sem contar que algumas servem para remédio, isso que é coisa boa!" Mas, quando ninguém esperava, o Moranguinho, por ele ser muito tímido, quase não falava, só ficava na dele. É ai que ele também se colocou em pé e disse: "Mas quem são vocês para dizerem que são os melhoreeees! Pois fiquem sabendo que o melhor aqui sou eu. Olha, eu estou nas festinhas de aniversário, nas feiras livres, nos grandes supermercados, nas casas das pessoas bondosas, e eles me pegam com tanto carinho que me colocam dentro de uma caixinha pra eu não sair rolando que nem uma bola. Ah! E tem outra coisa legal: estou nas pinturas dos lindos panos de cozinha trazendo um agradável ambiente. Que tal, não sou lindo e gostoso?".

Enquanto isso a Laranja e o Limão esperavam ansiosos e disseram: "E nós que somos as frutas que temos vitamina C quando as crianças, e os idosos tomam o nosso suco eles ficam mais tempo sem griparem, ficam mais sadios, o cabelo fica melhor e eles não ficam doentes isso não é tão bom? Sem contar que quanto mais gordinhos nós estivermos, mais lindos estamos. E a nossa cor, como somos lindos, por favor aqui ninguém nunca será melhor que nós!" Naquele exato momento foi entrando aquele que se diz ser o Rei das frutas sabe quem é? O Abacaxi. Isso mesmo, O Abacaxi! Ele diz que é o Rei porque já nasce com uma coroa na cabeça. O Abacaxi foi logo dizendo: "O melhor e mais bonito aqui sou eeeeeu! Olhem todos para mim, vejam que eu sou o Rei olhem para minha coroa? E tem mais, sou gostoso, por onde eu passo deixo o meu cheiro, delicioso, sou usado nas confeitarias para fazer gostosas tortas e bolos, nem adianta, o melhor sou eu mesmo. Sem contar que quem toma suco de Abacaxi faz muito xixi, isso significa que eu também sou remédio, e as pessoas que gostam de mim não ficarão doentes, já pararam pra pensar em tudo isso?" Mas, de um lado estava a Uva tão singela, que nem parecia que ia dizer nada. Quando de repente ela disse: "Bem, eu não queria dizer nada, mas, também tenho que falar. Sendo eu a menor no meio de vocês acho que perdi as esperanças de ser a melhor, também não quero ser a melhor. Mas sei que de mim é feito o vinho para ser usado nas Igrejas no dia da Santa Ceia. As pessoas tomam o vinho do suco de Uva, lembrando da morte e do Sangue de Jesus que limpa o coração das pessoas de todo pecado. Naquele dia eles fazem uma festa na Igreja, cantam e louvam ao Deus Criador. Só eu fui escolhida para esta finalidade. Não gosto de me exibir e dizer que sou mais bonita, ou mais gostosa, mas uma coisa eu sei que tenho um grande valor para Deus. Ele me quer assim e assim serei para sempre".

A Árvore que ouvia tudo atentamente falou outra vez: "Ei, ei... quero dizer que melhor do que nós está o homem que cuida da terra ele mexe a terra para ela ficar fofinha tira os galhos secos das árvores pra ficar com mais vida, rega os canteiros das flores das verduras e das frutas. Mais ainda maior que o homem, é Deus o Criador que em seis dias fez o nosso planeta, e colocou o grande Sol para iluminá-lo durante o dia, a Lua e as Estrelas para iluminar as noites escuras". "Que lindo!!!" Exclamou a Flor. "Agora entendi porque sou bonita e todos gostam de mim. Porque Deus me fez. Ah! Como gostaria de saber mais sobre a Criação de Deus". Naquela hora todos passaram a entender que cada um, Deus criou com uma finalidade, e que ninguém é melhor que o outro.

Assim vamos cuidar do nosso planeta evitando jogar lixo nos rios, nos lagos, nas ruas. Cuidar bem das plantas para salvar o nosso planeta. E Deus vai abençoar você em cuidar do que Ele fez.

(Cante no final da historia alguma música relacionada à Criação do mundo. Ensine o Versículo: No principio criou Deus os Céus e a terra. Gênesis 1. 1)


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Por causa de um beijo


A rua estava cheia de gente. Mas é claro! Uma mulher estava sendo arrastada pelos guardas e policiais e todos queriam ver o espetáculo. Era uma velhinha maltrapilha, isto é, esfarrapada, pobre, suja e descabelada. Os guardas queriam prende-la, mas ela berrava demais:

- Me larga! Saia daqui! Não vou outra vez para cadeia! Não gosto de lá!

Esperneava e dizia grandes palavrões, os mais baixos e feios. Pobre velhinha! Era puxada com tanta força! Estava toda machucada! Mas o povo gritava sem dó nenhuma: "Prende mesmo. Ela só dá trabalho. Bate na crianças, rouba coisas, desmancha o lixo da gente esparramando tudo no chão". Enquanto o povo berrava, passou por ali uma mocinha de coração muito bom. Ela era muito amiga de Jesus. Viu tudo aquilo, homens e mulheres falando mal da velhinha e pensou em fazer qualquer coisa que pudesse ajudar a pobrezinha. Mas o que?

Pensou: Poderia cantar uma música... Acho que não dá! Ninguém iria ouvir... E se eu falasse alguma coisa para ela? Mas os policiais não iam deixar e talvez também a velhinha não entenderia. O que vocês fariam? Têm alguma idéia? Não?

Pois Catarina, a mocinha bondosa, teve uma, e bem grande. Saiu correndo, e abriu caminho entre as pessoas e conseguiu, muita dificuldade, chegar até a velhinha. Os guardas ficaram assustados vendo uma moça tão linda, naquele lugar. Eles até deixaram de apertar com tanta força os braços da velhinha. Catarina, cheia de amor, no meio de tanta gente com ódio, conseguiu chegar até a pobrizinha. Então, pegou carinhosamente o rosto dela, e lhe deu um beijo. Que idéia não?
Pois foi só isso que Catarina pôde fazer e já sendo empurrada pela multidão furiosa, mas ouviu a voz da velhinha gritando:

- Quem me beijou? Quem me beijou?

E a velhinha gritava e chorava até que conseguiram colocá-la na prisão. Tudo foi ficando calmo, as pessoas foram saindo e comentando. O grande portão da cadeia, rangendo se fechou. Lá ficou a velhinha tão só, tão odiada por todos, mas por incrível que pareça, era querida por Catarina. Ela nunca havia visto aquela velhinha, mas o amor de Jesus que estava em seu coração, foi derramado para velhinha . Escureceu. Silêncio na cidade. Todos dormiam, menos a pobrizinha e a Catarina. Uma pensava na outra. A velhinha dizia:

- É tão estranho! Todos me odeiam, mas alguém me beijou. Quem será?

E Catarina:


-Vai ver a velhinha está machucada, com fome, com frio, sem ninguém.

Amanheceu o dia. Que vontade a Catarina teve de ir ao presídio, de tornar a ver a velhinha tão infeliz. Não conseguiu. Só pôde ir lá no dia seguinte.

...E no grande portão da cadeia:

- Eu gostaria de visitar uma senhora bem idosa, que foi presa anteontem. Será possível?

- Como se chama esta mulher?

-Não sei, disse Catarina.

-Então é impossivel. Você não sabe nem o nome dela. Não posso levar você a percorrer todo o presídio, procurando sua velhinha em todas as celas. Pode ir andando.

Catarina abaixou a cabeça triste, querendo chorar, seus olhos ternos e cheios de lágrimas mexeram com o coração do guarda. Ele pensou um pouco e perguntou:

- Será que você procura uma velha que entrou aqui berrando anteontem?

Cheia de esperança Catarina respondeu:

- Deve ser esta mesma.

-Então desista, mocinha, porque esta de quem eu estou falando está completamente louca. Durante toda noite e o dia também, ela não disse outra coisa a não ser: "Quem me beijou, quem me beijou"?

Catarina sorriu. Aquele beijo de amor mexeu no coração daquela mulher tão infeliz.

- O senhor poderia me levar até lá?

- O que? Mesmo eu contando tudo isso? Não tem medo?

- Não tenho, não. Pode ficar tranquilo. Há alguém que o senhor não vê que está cuidando de mim.

Quando o guarda abriu a porta da cela onde a pobrezinha estava, Catarina se assustou. Ela parecia estar louca mesmo! Estava assentada na cama, olhos parados, voz rouca, dizendo sem parar: "Quem me beijou? Quem me beijou"?

Catarina fez um sinal para o guarda. Ele fechou a porta da cela e ela ficou lá sozinha com a velhinha. Não fez ruido nenhum... Sentou-se a cama dela. Pediu a Deus que a ajudasse. Colocou levemente o braço em volta do pescoço dela. A velhinha olhou assustada e perguntou:

- Você sabe quem me beijou?

- Sei, sim. Eu bem sei.

A velhinha arregalou os olhos:

- É verdade? Quem foi?

- Fui eu, fui eu.

- Pra que?

A velhinha começou a chorar sem parar e, entre soluços falou:

- Minha mãe morreu quando eu tinha apenas quatro anos de idade.
Ela me beijou pela última vez. Desde então, fiquei sozinha. A primeira noite fiquei com medo de dormir na rua. Tudo me assustava. Havia cachorros e quando, num cantinho eu dormia, eles vinham e eu acordava. Não tinha nada para comer. Comecei a roubar. A fome era muito grande e o frio também. Hoje fiquei assim: desprezada, suja e sem vontade de prestar.

Olhou para longe, pensando em alguma coisa muito diferente e perguntou:

- Porque você veio me ver? Porque me beijou?

Houve silêncio.

- Porque eu amo a senhora com amor de de Jesus. Ele morreu numa cruz por sua causa.Apesar de todos os erros Jesus ama a senhora e perdoa.

Jesus entrou no coração da velhinha e ela se tornou a mais linda e simpática da cadeia. Deixou saudades quando saiu de lá. Não precisava dizer mais palavrão nem gritar. Nunca mais morou na rua, nunca mais ficou sozinha porque alguém cheia de amor a beijou.

Amiguinho, você já cantou uma canção de amor para alguém? Você ama a vovó? É bonzinho pra ela? Experimente dar um carinho para a pessoa idosa, ela vai ficar muito feliz e Jesus mais ainda.

Que Deus o abençõe.


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Estou pronto agora



O Capitão de um navio que ia zarpar, dirigia-se de manhã para o porto. Fazia um frio terrível. Diante da vitrine de um restaurante, viu um menino mal vestido; pôs a mão docemente em seu ombro e disse: “Que está fazendo aí, meu bem?” O menino com o olhar triste, respondeu: “Estou olhando as boas coisas que há aí para comer.” O capitão replicou: “Tenho apenas trinta minutos antes da partida do meu navio. Arrume-se um pouco, lave o rosto e as mãos, penteie-se e vou levá-lo a esse restaurante para comer alguma coisa.” O menino, com olhar de ternura e com lágrimas nos olhos provocadas pelas boas palavras do capitão, correu lavar-se num chafariz próximo, alisou os cabelos e disse: “Estou pronto agora.” E o capitão respondeu: “Muito bem, venha comigo ao restaurante e farei você comer alguma coisa.”

Enquanto o menino comia, o capitão perguntou-lhe: “Onde está sua mamãe, meu bem?” “Mamãe morreu quando eu tinha quatro anos. Não vi mais papai depois da morte da mamãe.” “Quem toma conta de você?”, perguntou o capitão. O menino respondeu com um ar de calma resignação: “Quando mamãe estava doente, ela disse que Jesus tomaria conta de mim e ensinou-me a orar e a amar a Jesus.” O capitão disse: “Se você estivesse de acordo, eu o levaria no meu navio e você poderia servir-me particularmente.” O menino olhou para o capitão e disse: “Capitão, eu estou pronto, agora.” O capitão pôs seu braço ao redor dos ombros do menino e disse-lhe: “Venha comigo e será meu ajudante.”

Chegando ao navio, o capitão apresentou o menino aos marinheiros, dizendo: “Ele será meu ajudante e seu nome é: 'Pronto agora'.” O menino, vestindo o uniforme azul marinho que lhe deram, começou o serviço que executou fielmente. O oficial afeiçoou-se muito a ele. Mas poucou depois, o menino caiu doente e o médico do navio disse ao capitão, depois de alguns dias: “Fiz tudo o que podia por esse menino.” Ele está seriamente doente e não vai sarar.” O oficial pediu ao médico: “Salve-o, não posso perdê-lo.” Mas o menino piorou. Um dia antes de sua morte, o menino mandou chamar o capitão ao qual amava profundamente, e disse-lhe em voz fraca: “Capitão, eu o quero tanto, foi muito bom para mim... Mas sabe, vou para perto de Jesus; não quer dar-lhe seu coração para ir me encontrar no céu? Capitão, Jesus o ama, não quer deixar que ele o salve e torna-se cristão?” O capitão extremanente emocionado, respondeu com voz tremula: "Sim, pensei nisso, meu bem e vou logo tratar do assunto.” “Mas , quando?”, perguntou menino. "Quando estará pronto a dar seu coração a Jesus?” "Bem... Sim...'', disse o capitão, “Não vou esperar muito mais.” "Oh! Capitão deixe-se salvar por Jesus. Quando estará pronto?” Com lágrimas correndo pelas faces, o oficial se pos de joelhos e orou: “Estou pronto agora, pronto agora...” E aí, ajoelhado, com o coração arrependido e humilhado o oficial deu o coração e a vida a Jesus.


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Um amigo na segunda milha

Rúben era um menino Judeu que morava na Palestina, no tempo em que Jesus vivia lá, ensinando e ajudando o povo. Um dia, Rúben estava sentado perto da grande estrada que dava esquina com outras estradas. Dali, podia ver bem as pessoas que viajavam. Algumas passavam a pé, outras montadas em burros. Viu também uma grande caravana de camelos, conduzindo enormes cargas.

Rúben, sentado á beira da estrada, tudo observava e dizia consigo: "Um dia eu também vou viajar. Irei até o grande mar, mas não pretendo parar por lá; quero conhecer o mundo todo". Naquele momento ele notou uma pessoa andando sozinha, com um saco bem grande ás costas.
"É um soldado romano", pensou Rúben, "Conheço pela roupa odeio os romanos! Eles tiram a nossa liberdade. Somos obrigados a pagar impostos ao seu governo e a obedecer às suas leis, odeio todos romanos".

O soldado tinha chegado bem perto dele, parou, e deixou cair o saco no chão. Ficou descansando um pouco enquanto olhava as pessoas que passavam na estrada. Rúben continuou a olhar para o soldado, mas sempre com pensamento de ódio. Naquele momento, o soldado virou - se para apanhar o saco e viu Rúben sentado ali perto.

- Ei ! Venha cá, menino! - chamou ele.

Rúben se assustou e teve vontade de correr, mas ninguém ousava desobedecer a um soldado romano.

Bem devagar, aproximou-se dele. O soldado apontou- lhe o saco.

- Você vai carregá-lo para mim.


Rúben sabia que não havia outro jeito, conhecia a lei romana. Um soldado romano podia obrigar qualquer homem ou menino judeu a carregar sua bagagem por uma milha na direção em que viajava. "Mas irei só uma milha", pensou Rúben bastante zangado, enquanto apanhava o saco. O saco era pesado, mas ele era forte. Rúben tinha vontade de jogar o saco longe... Como odiava aquele soldado. Mas nada podia fazer a não ser andar atrás dele, com seus maus pensamentos.
"Mas é somente por uma milha. Ele não pode obrigar-me a dar um só passo além da milha, como a lei diz. Somente uma milha... uma milha", dizia o menino enquanto andava.

De repente, lembrou-se de outro dia quando ele, com alguns de seus amigos, andavam pela mesma estrada procurando um mestre chamado Jesus, que estava ensinando ao povo. Eles o encontraram numa colina , rodeado de uma multidão, e pararam para escutá-lo.
Mas porque estou pensando em Jesus agora? Oh, já sei. Ele tinha falado alguma coisa sobre milhas... O que foi que Ele disse sobre uma milha? Rúben continuava andando e a pensar: " Eu me lembro agora o que Jesus disse: Se alguém mandar você ir uma milha, vá com ele duas milhas. Sim, foi isso que Jesus disse. Rúben não tinha prestado muita atenção aos ensinamentos de Jesus naquele dia, mas agora se lembrava de outras coisas que Ele ensinou. "Amai os vossos inimigos... fazei bem aos que vos odeiam... se qualquer te obrigar a caminhar uma milha, vai com ele duas". Rúben estava pensando tanto que nem notou que o soldado tinha parado.

- Você já andou uma milha. Dê-me o saco. - disse o soldado.

- Não, vou mais adiante. Nem parece que andei tanto. O saco nem parece que está pesado. Respondeu Rúben, sem mesmo compreender porque falava assim.

O soldado olhou para Rúben, e pela primeira vez Rúben viu o rosto dele. Era bastante jovem e parecia muito cansado.

- O senhor já viajou muito? - perguntou o menino.

- Muitas e muitas milhas. - foi a resposta.

- E ainda tem que viajar muito?

- Vou a Roma. - respondeu o soldado.

-Tão longe! - disse Rúben - Então deixe-me levar o saco mais outra milha.

- Muito obrigado ! Você é muito bondoso. - respondeu o soldado.

Os dois continuaram a caminhar, agora juntos, conversando. Rúben tinha a imprensão de que conhecia o soldado há muito tempo, e falava com ele sobre sua familia e sua casa e o soldado contava histórias de viajens. O tempo passou muito depressa. Finalmente o soldado perguntou:

- Diga-me uma coisa. Por que você se ofereceu para levar o meu saco mais outra milha?

Rúben hesitou.


-Eu nem sei bem. Deve ter sido por causa de alguma coisa que Jesus falou sobre milha.

Então contou ao soldado o que tinha acontecido.

- Coisa estranha, disse o soldado pensativo. "Amai os vossos inimigos"! Este é um ensinamento duro. Eu gostaria de conhecer este Jesus.

Tinham chegado ao alto da colina e Rúben olhou para trás, para o caminho por onde voltaria a casa.

-Devo voltar agora. - disse.

O soldado tomou o saco, colocou-o nas costas, e apertou a mão do menino, e dizendo:

- Adeus, amigo.

- Adeus... amigo. - respondeu Rúben com um sorriso.

Enquanto andava de volta para casa, as palavras de Jesus continuavam na mente de Rúben: "Se qualquer te obrigar a caminhar uma milha, vai com ele duas".

"E isso dá resultado"! Pensou Rúben. "Andei uma milha acompanhando um inimigo... Andei a segunda milha e encotrei um amigo".


Histórias para você
Coleçao Gertrude S. Mason


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